A dificuldade de conceituar literatura

Durante a leitura de “Digital Literature” de Raine Koshimaa, percebi que uma das dificuldades na hora de falar sobre literatura digital é exatamente conceituar literatura.

Isso porque há tempos existem certos tipos de experimentos com a criação de ‘poemas’ e ‘literatura’ a partir do computador. O funcionamento é mais ou menos assim: um programa seleciona aleatoriamente palavras em um banco de dados e forma o que os pesquisadores chamam de ‘literatura computacional’.

Existem também outras formas de compilar textos de forma automatizada e publicar livros. No entanto, não é o que eu pretendo estudar.

O que me interessa é mais próximo da definição de Katherine Hayles: “electronic literature, generally considered to exclude print literature that has been digitized, is by contrast ‘digital born,’ and (usually) meant to be read on a computer.

Por isso, vou precisar incluir ali na bibliografia alguns títulos de teoria literária. A princípio, darei uma olhada em Culler, Eagleton e uma compilação de Thomas Bonnici e Lúcia Osana Zolin, que me parece bastante abrangente. Também precisarei buscar algumas referências sobre literatura pós-moderna.

Nunca o primeiro semestre do meu curso me pareceu tão essencial.

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